Desacertos culturais: idadismo, sexismo, localismo. Uma agenda cultural para a Europa no século XXI
DOI:
https://doi.org/10.34627/adastra.v1i1.419Palavras-chave:
Idadismo, Sexismo, Localismo, “Millennials”, Fissuras culturaisResumo
Ao ler, recentemente, um texto autobiográfico publicado em 2018, de autoria de uma jovem escritora inglesa, vi-me confrontada com um conjunto de dificuldades de interpretação relacionadas com inúmeras referências a lugares, produções televisivas, personalidades públicas e acontecimentos que pautam a vida quotidiana de um grupo social pertencente à geração “Millennial”. Procurei então isolar os diferentes níveis de incompreensão que obscureciam diferentes significados
culturais, e identifiquei três: um, possivelmente devido à diferença de gerações, outro à persistência ou ao regresso de algumas convenções de género que pareciam ultrapassadas na viragem do século e, por último, o conjunto de significados atribuídos a lugares e a espaços por grupos sociais específicos que reflectem tendências e modas. Embora estas questões não tenham importância decisiva na interpretação cultural, tentar negociar os seus significados poderá ajudar a aproximar gerações diferentes, oferecer um melhor entendimento dos papeis de género na sociedade contemporânea, e sublinhar a relevância do local no mundo globalizado.
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